SOBRE NÓS

Em 1981, duas jovens mães sonham com um lugar ideal para deixar suas filhas. Um lugar que cuidasse com muita responsabilidade e profissionalismo, mas também, com muito amor.

Um lugar que educasse com muita seriedade, psicologia, pedagogia e ensinasse o prazer de aprender. Esse lugar… Um Cantinho… O Cantinho do Cererê. Homenagem ao poeta da cidade que as acolheu. Uma psicóloga, uma pedagoga, um sonho e já quatro aluninhas para começar. O sonho começou na Rua Nicarágua, e, em seis meses teve que se mudar para a Rua Martinica porque já estava grande demais. E ao se transformar em realidade se percebeu que ele ocuparia toda a vida dessas duas jovens e então… Só uma ficou. Mas seu jovem marido então percebeu o quanto seria bom fazer parte desse cantinho de sonhos cheio de crianças brilhantes, maravilhosas, que sua esposa já pensava em ensinar a “aprender a aprender”.

Em 1984 eram 250 crianças que no final do ano confraternizaram numa grande festa de encerramento, com fantasias de papel, pulando alegremente num palco sob os olhares cheios de ternura das famílias.

Essas festas de repetiram por muitos anos, sempre cheias de emoção, brilho, risos e júbilo de todos os participantes. Desde 1983 o sonho já ocupava outro lugar, na Rua Guiana, em duas casas que, adaptadas, fizeram caber esse cantinho de educação infantil. O casal proprietário, feliz, pensou num lugar maior. Adquiriram um terreno no coração do bairro.

Que lugar poderia ser melhor?

Mas vieram as dificuldades, oposições ao local, planos econômicos, revezes que não faziam parte dos planos da jovem educadora.

As dificuldades amadureceram o sonho. Ele teria que ter a capacidade de seus alunos de adaptar-se às condições, da forma como Piaget definia aprendizagem.

E assim em 1989 iniciou-se o antigo primeiro grau, atual Ensino Fundamental, já com sua prática considerada na época vanguardista, o chamado “Construtivismo”.

Agora existia uma equipe de sonhadores! Também os pais eram parceiros fiéis e confiantes e esse foi o tônico para viver e ensinar condignamente numa fase muito difícil de São José dos Campos e do país.

O jovem empresário continuava fazendo investimentos de ponta para a época: sistemas modernos informatizavam a parte administrativa e pedagógica, laboratórios de informática para os alunos em linguagem logo, cartão magnéticos para os alunos, vídeos educativos, treinamento em qualidade total, em 1990 estávamos muito orgulhosos da Escola Martim Cererê. Menos os adolescentes que viriam a ser chamados de a turma do “Cererê”.

E veio a busca por um outro nome que representasse um personagem muito importante dentro da nossa filosofia de ensino. EMANUEL KANT! O primeiro “Construtivista”, forma simplista de explicar que ele tinha tudo a ver com o sonho. A época exigia muita reflexão para mudar o paradigma da nossa postura tradicional de educar. Pensávamos muito, nos reuníamos demais, fazíamos muito cursos em São Paulo.

No fim da nossa primeira década de vida tínhamos supervisão da Escola da Vila e o professor Lino de Macedo em sócio construtivismo. Aprender passou a ser tão ou mais importante quanto ensinar. E assim é até hoje!

“Age exteriormente de tal modo que o exercício de teu livre arbítrio possa coexistir com a liberdade dos outros”.

Dezessete anos com o nome Martim Cererê – Cantinho do Cererê na pré-escola e EMAC desde 1989 no 1º Grau, pedimos à Delegacia de Ensino a mudança de denominação para Emanuel Kant para 1998.

A denominação que tornou a escola conhecida, foi uma homenagem ao autor local Cassiano Ricardo. Seu livro mais famoso, “Martim Cererê”, conforme fundamenta o autor, trata-se da modificação africana e européia do nome indígena “saci-pererê”. O nome, no início de funcionamento da escola, atendia plenamente a faixa etária dos primeiros anos da infância. Atualmente deixava de agradar os adolescentes da 7ª e 8ª série.

Já há alguns anos vínhamos buscando o nome de algum pensador brilhante que apresentasse em suas idéias alguma ligação com nossa fundamentação teórica. Foi durante seu curso de especialização em Psicopedagogia que a sócia fundadora da escola conheceu os fundamentos da obra de Emanuel Kant.

Nascido em 1724 em Koningsberg na Prússia, é considerado um dos pensadores mais rigorosos e íntegros da filosofia moderna.

Conseguiu encontrar uma saída para o impasse a que a filosofia tinha chegado através da “briga” entre racionalistas e empiristas, apresentado uma nova relação entre sujeito e objeto no processo de conhecimento. Para ele, objeto é necessariamente submetido ao sujeito. Acreditamos ter sido essa nova relação a precursora do construtivismo piagetiano, fundamentação teórica que embasa a orientação psicopedagógica da EMAC ou EMAK.

Proposta Educacional

 

A proposta pedagógica é específica de cada estabelecimento e revela um planejamento a médio e longo prazo. É o documento que revela a visão da escola sobre a educação e traça linhas e princípios que a escola seguirá nesse período, tendo sido elaborado dentro das leis em vigor e da política educacional do país.

A EMAK é uma escola voltada para uma pedagogia sócio-interacionista (construtivismo), onde o professor é o mediador que promoverá a interação do aluno com as matérias em situação real, e o educando um construtor do seu conhecimento. As ações pedagógicas da escola são fundamentadas em teóricos como Piaget e Vygotsky, entre outros.

Regimento Escolar

 

Documento de caráter obrigatório, que contém as regras de funcionamento da instituição de ensino e serve como um manual prático a ser compartilhado com a comunidade escolar.